Autumn Rose

terça-feira, 4 de maio de 2010

Minha saudosa Belém do Pará



Há pouco mais de um mês voltei da minha cidade natal, amada Belém. Não tive muitas oportunidades de rever a cidade, no entanto, o que vi me emocionou bastante, até mesmo pelas circunstâncias atuais. O que mais me chamou a atenção foi aquela área que compreende o Ver-o-Peso. Rever a Catedral Metropolitana, Igreja de Santo Alexandre, Assembléia Legislativa, Praça do Relógio, me senti transportada para um passado remoto. Lembrei com muitas saudades da minha juventude vivida em parte naquela área. Meu emprego na Assembléia Legislativa impunha que diariamente eu caminhasse na praça Dom Pedro II para chegar até o ponto de ônibus. Não tive oportunidade de conhecer o complexo Feliz Luzitânia nem o Mangal das Garças, mas o farei em outubro quando voltarei para participar do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Conheci a Igreja de Santo Alexandre, por ocasião do casamento da Marília, minha sobrinha. Fiquei encantada!

2 comentários:

  1. Mauridete Velasco da Penha9 de maio de 2010 17:14

    Um amigo, um altar

    Altar é lugar de sacrifício, lugar onde se oferece uma vítima em holocausto. Os altares sempre são constituídos para esta finalidade, para através de um sacrifício fazer memória dos favores que Deus concedeu.

    Um altar precisa ser construído com esforço pessoal e decisão de coração. Ele é memorial, lugar da teofania, da manifestação do amor de Deus. Amizades são altares.

    Amizade é oblação, é ir além do que é natural em nós, é tocar o sobrenatural. Da mesma forma que um altar pressupõe um holocausto, uma amizade traz em si o sacrifício. É preciso sacrificar a nós mesmos, nossas falsas verdades, nossos gostos e desejos pessoais.

    Amizade é altar, é lugar onde se derrama sentimento, lágrimas, sangue, vida. Se esse derramar em sacrifício não acontece, não há altar, não há amizade.

    Como os altares, as amizades precisam ser construídas, edificadas com o que há de melhor em cada um. São sentimentos, experiências, valores, sonhos, que como verdadeiras pedras vão se sobrepondo para que ali verdadeiramente aconteça o sacrifício. São pedras que não podem ser tolhidas pelos desejos de nenhuma das partes, pois trazem em si aquilo que é o melhor, o sagrado, o original de Deus em cada um. Lapidá-las para adaptá-las às nossas vontades, aos nossos desejos, significa profaná-las. Eu não posso construir um altar, uma amizade com nada a não ser o que há de mais puro e sagrado. Eu não posso ser verdadeiramente um amigo se eu não levo comigo a originalidade de Deus em mim. Um altar profanado, uma amizade profanada, só tem um destino: a destruição.

    Há um valor especial em qualquer coisa que nós mesmos construímos ou ajudamos a construir, ainda mais quando se trata de pessoas. Uma amizade que não traz em si a vontade de ajudar a construir o outro, não manifesta vida, não há significado, não há porque, não há santidade, não há razão de ser. Um altar é santo em razão do que ele significa. Uma amizade que não constrói o outro perdeu o seu sentido, o seu significado, a sua capacidade de sacralizar.

    O ato de construir o outro não é fácil, causa dor em ambos, entraves, muito sacrifício mútuo e pessoal. Mas - como foi dito antes - se não há sacrifício, não há altar. Para construir o outro eu preciso derramar o meu sangue, a minha vida, para que a oferta do meu sacrifício seja capaz de trazer à tona o que há de melhor no outro, mesmo que para isso precise doer primeiro em mim. É um ato de oblação, de oferta, que à medida que nos aproxima do altar, nos aproxima do próprio Deus, tornando-nos interiormente livres. Quanto mais sacrifício há em uma amizade, mais liberdade se adquire, mais próximo de Deus se chega. O altar me leva a alcançar a Deus. Se uma amizade não me leva ao Senhor, ela perdeu a essência.

    Deus me levou a construir amizades durante a minha vida. Elas são verdadeiros memoriais da visita do Senhor na minha história. São verdadeiros altares onde eu posso me derramar, derramar a minha vida, sacrificar a mim mesmo, ser melhor, crescer na certeza de estar me aproximando cada vez mais de Deus. Se uma oferenda é santificada e apresentada ao Senhor pelo contato com o altar, cada vez que me “derramo” sobre um amigo, sou apresentado mais santo do que poderia ser sozinho. Ninguém se santifica sozinho. Amizades são instrumentos eficazes de Deus para minha santificação.

    Deus não colocou somente pessoas em minha vida, me deu amigos, me deu altares onde eu posso perpetuamente me oferecer em holocausto e me sacralizar.

    A vc, prima querida, cujo coração é um dos meus altares e meu tesouro!
    Pois quem encontrou um amigo encontrou um tesouro e você é um dos meus!
    Deus a abençoe!
    bjs no coração
    Mauridete

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  2. Pessoas como você são verdadeiras relíquias! Suas palavras são como bálsamos para a minha alma.Com você estou aprendendo o verdadeiro significado da vida em comunhão com Deus e com os homens. Obrigada por estar me ajudando através dos seus conhecimentos, a ter uma compreensão maior das obras do Altíssimo.
    Beijos

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